Felipe
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Posts by Felipe
Pai, tá chegando?
0Quando eu era moleque e meus pais levavam meus irmãos e eu pra passar as férias de julho com os primos na casa do vô e da vó em Orlândia, esse era o marco do “agora tá chegando, falta muito pouco” e já começava a rolar aquela ansiedade de chegar logo e comer a comida da dona Adélia (ai, aquele bolinho de chuva), brincar na rua com os primos, lavar o alpendre da casa da vó e brincar de escorregar no sabão, andar de bicicleta pela cidade toda, acordar com os primos de madrugada pra fazer brigadeiro escondido, essas coisas de moleque…
E sempre que meu pai falava “a casa da vó ficava depois do próximo morro”, era esse morro que eu esperava aparecer, porque eu sempre sabia que ele estava mentindo. Mas esse morro era bem antes da entrada da cidade e essa ponte majestosa e gigante marcava “o último morro”.
Pensando agora, poucos lugares têm tanto significado pra mim quanto esse. Era um marco que sempre exerceu um fascínio meio inexplicável e que eu só coloquei em palavras agora, mas que sempre teve um quê de “amo esse lugar”.
Essa foto faz jus ao lugar, na minha humilde opinião.
Ano novo
0Pois é, o ano começou já tem mais de um mês e eu andava sem pique pra escrever aqui. Parcialmente porque estou trabalhando bastante também. Então vamos a um compacto do que aconteceu até agora…
Viagem de ano novo foi no Uruguai, com a Karen e o Edu, vulgos Karencita e Educhardo, numa vilinha de pescadores chamada Punta del Diablo, com direito a uma visita ao Cabo Polônio, reduto de leões marinhos muito bonito e fedido.
Punta del Diablo é um lugar excepcional. Sol se pondo às 21h30, cerveja boa e muito barata (apesar de nunca muito gelada), povo hospitaleiro, gente engraçada e divertida. O vento era forte demais, mas a paisagem era extasiante sempre. E a comida? Sensacional e barata (melhor combinação ever). Acho que a melhor refeição que fizemos lá (na minha humilde opinião) foi uma que tinha cebiche de peixe e camarão, isca de peixe… Foi um manjar dos deuses e custou 80 reais pra três pessoas, mais ou menos.
Na volta ainda passeamos em Santa Catarina pra ver a Michellets que foi transferida pra Itajaí, pegamos uma prainha, mas bem cansados já e seguimos voltando. Pouco mais de 4.000 km de praia, sol, festa, família alheia, amigos próprios, cerveja gelada e free shops.
Depois de voltar, ainda fui pra Riviera e pra Belo Horizonte, revendo amigos antigos e conhecendo novos.
De novidade ainda tem uma nova banda no forno, um filhote quentinho (CityVille, do qual fiz a tradução junto com a Érika Lessa) e outras que devem se concretizar em breve.
O ano de 2011 tem sido bem generoso comigo até agora, ao contrário de 2010. Espero que continue assim, tô gostando bastante.
Pé de meia – parte 2
2Se ainda não leu, leia Pé de meia – parte 1 pra poder entender melhor.
Voltando, digamos que seu fundo caiu 4% no último mês. Se você tirar o dinheiro, você realizou esse prejuízo, ou seja, perdeu 4% do que colocou. Mas se deixar o dinheiro lá e no curso de alguns meses esse prejuízo se transformar em um lucro de 15%, melhor. Mas você só realiza esse lucro se tirar o dinheiro do fundo. O erro que muita gente comete com frequência é se assustar com um eventual mau desempenho e correr pra “salvar” o dinheiro, realizando um prejuízo que poderia ser minimizado com o tempo ou até revertido em lucro para, aí sim, ser realizado.
O que acontece é que ao investir em um fundo, o indivíduo compra uma quantidade X de cotas. O valor dessas cotas é alterado com o tempo e a essa alteração de valor é que chamamos de rendimento, que pode ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo).
Exemplo: Se com 1.000 dinheiros Fulano comprou 20 cotas, cada cota vale D$50. Se o valor das cotas no mês seguinte cai pra D$30, Fulano ainda mantém suas 20 cotas, apesar de elas valerem D$600 no total agora. E o que ele deve fazer, vender? Não, se o fundo se mostrar instável e subir num mês e cair no outro, ele deve esperar pelo menos que cada cota ultrapasse o valor de D$50 para vender e não ter prejuízo. É isso que chamam de “comprar na baixa e vender na alta”. Um investidor mais atento, Beltrano, vai correndo comprar as cotas do Fulano, que comprou a D$50 e vendeu a D$30, pra depois vender a D$45, o que pra ele vai representar um lucro de 50%. Ou seja, apesar de Fulano ter tido um prejuízo de D$400, Beltrano lucrou D$300. E as cotas ainda nem voltaram pro patamar original… A chave é tentar ser Beltrano aqui, não Fulano, o que não é nada fácil.
Nada fácil porque é dificílimo “ler” o mercado e saber quando essas flutuações vão ocorrer e quando tirar proveito delas. Tem gente que faz isso diariamente, mas se você não trabalha especificamente com isso e só quer fazer seu pé de meia, faz sentido ter uma abordagem mais conservadora e deixar a especulação pros especuladores…
Tem uma “regrinha” que pode ser utilizada pra determinar a quantidade de dinheiro investido em renda variável e renda fixa. Pega sua idade (não precisa contar pra ninguém
e subtrai de 100. O resultado é a porcentagem que deve-se investir em renda variável e a sua idade a porcentagem pra investir em renda fixa. O sentido nisso é que uma pessoa mais jovem tem consequentemente mais tempo pra esperar a “virada” dos papéis de ação que uma pessoa mais velha. Mas essa regra pode ser facilmente invertida se você não gosta de correr muitos riscos ou se precisa daquele dinheiro mais à mão, pra uma eventual emergência. Não deveria ser o caso, porque dinheiro de investimento é diferente de dinheiro pra emergências, são como se fossem duas poupanças diferentes.
Como já falei um pouco da renda variável, agora é a vez da renda fixa.
Pra investir em renda fixa, há diversos fundos DI dos bancos, mas há também o Tesouro Direto (que é onde todos os bancos compram títulos da dívida pública pra fazer render aqueles fundos DI, lê a composição do fundo que você vai ver). O site do Tesouro Nacional é o melhor lugar pra se aprender a investir nisso, então vou só explicar como funciona (de novo, não sou nenhuma autoridade no assunto, longe disso, então não se baseie somente no que eu digo e estude o assunto se quiser levar isso a sério mesmo).
Os títulos do tesouro nacional são basicamente uma maneira de emprestar dinheiro para o governo federal a taxas pré ou pós definidas. Se você já ouviu falar da taxa SELIC, que é a taxa básica de juros, já conhece uma delas. Um tipo de título pré-fixado tem o índice atrelado à SELIC, ou seja, rende aquele X% de juros por ano.
As vantagens do título público são as seguintes:
- Tributação menor: ela é proporcional ao tempo que o dinheiro fica lá, quanto mais tempo, menor a mordida do IR;
- Rendimento fixo: são baixos, mas relativamente estáveis, úteis pra fazer o jogo do juro composto.
As desvantagens:
- Se tirar muito cedo, paga-se muito imposto e pode-se perder o rendimento até aquele ponto. Só vale a pena se for “esquecido” lá.
- Algumas taxas pagam menos que a poupança e estudou-se criar imposto (sim, mais um) pra diminuir essa diferença.
Há um passo-a-passo no site do Tesouro que explica direitinho como comprar e um guia do que significa cada título. Há até um curso online da bovespa, então não precisa se limitar pelo que eu escrevi!
Brinquedinhos novos
1Aproveitei uma promoção de black friday da toycamera e comprei dois presentinhos de natal pra mim.
O primeiro foi um flash analógico holga 12mfc. Ele cabe na Fisheye e na Diana e até agora já fiz uns testes com a Fisheye, mas ainda não revelei o filme. Ele tem uns filtros de gel pra mudar a cor do flash que possibilita boas brincadeiras. Gostei bastante.
Comprei também uma alça pra Diana que achei bem legal. Tem as cores italianas (achei que combinasse com o nome da Diana, pela sonoridade, sei q Diana não é italiano
) e uma camerazinha acho que de latão na ponta. Aproveitei pra trocar a alça de plástico medonha que vem com a Diana.
Legal, né? Além disso comprei também um filme redscale rollei que espero testar na viagem de ano-novo. Vamos ver no que dá.
Noite fria
1Há cerca de dois anos eu fui fotografar o set de filmagem de um curta-metragem chamado Noite Fria, de Felipe Adami. Nesse dia específico, seriam filmadas algumas cenas na Estação da Luz, de madrugada. Fiz umas fotos lindas, porque a estação fica iluminada à noite e tem um aspecto sombrio e saudoso, um lugar tão bonito meio esquecido no meião de São Paulo. Infelizmente tive uma pane no computador e acabei perdendo cerca de 8 mil fotos, essas estavam nesse bolo. Como nunca as havia publicado no flickr (não sabia se podia), elas se perderam. Triste, mas enfim…
Nesse dia também, o diretor do curta precisava de alguém pra fazer uma pontinha e acabou pedindo pra eu fazer. Eu não sou ator, não esperem muito, mas o curta é bem interessante, uma história triste, vale a pena assistir. E procurar o Wally no filme.
Cold Night (Noite Fria) – Short Film from Felipe Adami on Vimeo.
Pé de meia – parte 1
2Há alguns anos fiz um curso de investimentos. Queria saber como guardar dinheiro da maneira mais eficiente possível. Como sou autônomo, tenho que cuidar da minha própria aposentadoria (previdência privada), fundo de garantia (poupança) etc. Já sei de antemão que não posso depender de facilidades de que gozam trabalhadores no regime de CLT, então preciso correr atrás por conta própria (como se já não bastasse ter que cuidar de toda a burocracia de manter uma empresa).
A primeira regra de investir é saldar as dívidas. Tentar fazer um pé de meia enquanto se tem uma dívida de cartão de crédito, por exemplo, é perder (muito) dinheiro. A não ser que seu dinheiro renda mais que os juros mensais do cartão de crédito (fato quase impossível, a não ser que você seja dono de um banco brasileiro), pare de guardar e salde sua dívida.
Ok, não tenho dívidas, como invisto meu suado dinheirinho?
Não existe resposta fácil pra isso, você deve pesquisar e ler bastante sobre o assunto, além de realizar um planejamento minucioso do quanto poderá gastar nos próximos meses, por quanto tempo vai fazer isso e ter a disciplina de ver aquele dinheiro crescer e não ficar tentado em sacar tudo para ir às compras. Se quiser, dá até pra fazer um plano de previdência próprio. Como?
Com a mágica dos juros compostos. Juros compostos são a incidência de juros sobre juros, ou seja: Você colocou 1.000 num fundo que rendeu 10% no primeiro mês e agora tem 1.100. Sem colocar mais nenhum centavo e com esse rendimento maravilhoso de 10% mantido mês a mês, no segundo mês seu lucro será de 110, pois incidirá sobre os 1000 mais o rendimento de 100 do primeiro mês. E esse lucro que o fundo gera mensalmente vai se amontoando cada vez mais. No mês 12, aqueles 10% renderão a você 285 dinheiros, ou seja, quase o triplo do lucro que você gerou no primeiro mês, isso só em cima daqueles 1.000 dinheiros, sem gastar um centavo a mais.
Se ainda parece pouco, digamos que você tenha a memória muito fraca e esqueceu desse fundo por 5 anos e ele tenha mantido seu rendimento intacto. Ao final desse período, aqueles 1.000 dinheiros se transformam em mais de 300 mil. No último mês dos 5 anos, só de juros o fundo paga a você 27.680 dinheiros. Assim que funciona a mágica de transformar 1.000 em 300 mil em cinco anos. Claro que encontrar um fundo que renda 10% ao mês é mais difícil que ganhar na megasena, mas foi só pra ilustrar a ideia. Se quiser brincar com a ideia dos juros compostos ou mesmo estudar e planejar um investimento, há uma ótima calculadora de juros compostos pra isso.
Consulte seu banco e leia com atenção a tabela de rendimento dos fundos que ele oferece. Como exemplo, veja a tabela de rentabilidade dos fundos do Banco do Brasil. Há os nomes dos fundos à esquerda e o % de rentabilidade mais à direita. Observe como a rentabilidade dos fundos evoluiu, não só a rentabilidade do último mês: se um fundo rendeu 15% no último mês, mas está com rentabilidade acumulada nos últimos 36 meses de -30%, pode não ser uma boa pedida para um prazo mais longo.
Depois de estudar a tabela de rendimentos do banco e escolher alguns fundos, leia as regras do fundo. Seguindo o mesmo exemplo, veja o portfólio de fundos do BB. Se você tem R$1.000 para começar seu investimento e o fundo requer um investimento inicial de R$40.000, já não é uma opção. É importante verificar também informações como classificação de risco, taxa de administração (valor pago ao ano em %) e aplicações subsequentes (um valor mínimo para aplicações posteriores, geralmente bem menor que o investimento inicial).
Além disso, é essencial ficar de olho nas notícias, principalmente se você investe em fundos de ações (ou diretamente em ações). Um setor pode ter um desempenho ruim, mas isso nunca é surpresa. A Petrobrás já foi considerada uma empresa sólida para se investir, mas de alguns anos para cá o desempenho de suas ações tem deixado a desejar. É interessante ficar de olho nisso, mas seguindo uma regra de ouro também:
O lucro e o prejuízo só são realizados quando o dinheiro sai do investimento. Regra que eu vou explorar no próximo post, porque dá pano pra manga!
Torrent de idéias
0Eu gosto de estudar. Não só idiomas por ser tradutor, mas assuntos que me desenvolvam em outras áreas também, como culinária, finanças, fotografia, música, assuntos que me desenvolvem como ser humano. Geralmente quando eu faço um curso que me interessa, fico marcado no meu círculo familiar e de amigos como uma espécie de “autoridade” no assunto. Acho engraçado e interessante que isso aconteça, pois me ajuda a manter meu interesse naquele assunto vivo e, consequentemente, me atualizo com mais frequência, justamente pra saber responder às perguntas que chegam.
Mas conto um segredo: não sou autoridade em nenhuma dessas áreas. Sou só (muito) curioso. Aconteceu com fotografia, sou consultado com frequência quando algum(a) amigo(a) quer comprar uma câmera; com finanças, fiz um curso de investimentos e sempre que alguém pensa em ganhar na megasena eu já ganho um futuro-pseudo-emprego como investidor pessoal do fulano; com culinária a mesma coisa, várias pessoas vêm me pedir dicas e eu sei cozinhar no máximo 10, 15 pratos…
A vontade de compartilhar conhecimento (e isso apareceu até no meu mapa astral) é inerente a mim e não me vejo escondendo alguma receita ou me negando a ajudar alguém que precise comprar uma câmera, por exemplo. Para as pessoas que me cercam eu quero o melhor e se eu sei (ou acho que sei, posso sempre estar errado) qual é o melhor, não vou deixar que se satisfaçam com menos. E eu nunca vou deixar de me surpreender como as pessoas têm vontade de aprender. De todos os textos que já escrevi no blog, o que menos achei que fosse ter mais audiência foi um texto que fala de gramática. Pois para minha surpresa, é o mais acessado do blog. Outros virão!
E isso, que era pra ser um texto sobre investimentos, tomou vida própria. Paro por aqui pra mandar ver no próximo texto, esse sim falando sobre como investir.
Novidades do evento musical da Apple
5Ontem, dia 1º de setembro, aniversário do glorioso Sport Club Corinthians (acharam que eu ia deixar passar?) a Apple fez um evento para o lançamento de novos iPods, iTunes e AppleTV e a atualização 4.1 do iOS, com novidades para iPhones. Pra mim os lançamentos mais importantes foram o novo iPod nano e o AppleTV. (OK, melhor desempenho para o iPhone 3G foi uma ótima também, porque ele virou uma carroça depois do iOS 4.) O nano é um velho companheiro pois foi com ele que eu comecei a correr (junto com o nike+) e já estou no segundo; o AppleTV foi uma boa renovação. Eu já faço streaming de vídeo entre computadores para tocar filmes na TV, mas de uma maneira relativamente complicada e definitivamente nada intuitiva (se bem que pelo Mac com bonjour fica facílimo).
Dentre as novidades estão um iPod touch mais fino (pois é, 7,2mm!), com duas câmeras, uma frontal para o Facetime e outra traseira que filma em HD 720p e ambas fotografam; o display agora é igual ao do iPhone, o chamado Retina display; giroscópio e acelerômetro, como no iPhone; novo processador A4; GameCenter, que centraliza jogos em rede e conecta iPods e iPhones, além de estatísticas e realizações de jogos; vem com capacidades de 8, 32 e 64GB e (lá fora) sai por US$ 229, 299 e 399. Aqui? Não saiu o preço ainda, mas deve sair por uma paulada, como de costume.
O iPod shuffle voltou às origens. Segundo Jobs, as pessoas pediram os botões de volta. Compreensível. Eu sempre pensei nos iPods como produtos naturalmente intuitivos e a falta de botões deve ter deixado bastante gente confusa. Então de volta com os botões! Ele voltou para o formato quadrado, está menor, manteve o clipe, fala com você em 29 idiomas (português inclusive, o nosso e o deles) e a capacidade foi mantida em 2GB. Achei pouco, podiam ter subido para 3 ou 4GB. Vem em seis cores (feinhas) e lá fora custa US$ 49. Aqui? “Apenas” R$ 229 (sim, quase o triplo do preço).
Agora vamos ao iPod nano, meu xodó pessoal. A primeira impressão que tive foi de estranhamento, confesso. É uma telinha com entrada pra fones! E com um clipe atrás! Bom, o clipe eu gostei, porque detestei todos os armbands que já tive. Braços não têm diâmetro fixo, gente! Eles contêm músculos que contraem e relaxam! Aí ou o armband aperta ou fica muito frouxo e resolver o aperto do armband no meio da corrida é algo bem sacal de se fazer e eu acabo segurando tudo na mão. Agora não, belisca o clipe, prende na manga, camiseta, short e corre pro abraço!
Ele tem tela sensível ao toque, funciona basicamente como os iPhones e iPod touches, é bem minimalista e só tem botões físicos de volume e travamento da tela. Tem relógio, música, fotos, rádio AM/FM, fitness (pedômetro e nike+) e a tela pode ser definida para qualquer orientação, basta colocar dois dedos e girar. O comercial tá bem legal, fora que a música é ótima (Short skirt, long jacket, do Cake). Vem em seis cores (tem uma versão vermelha “Product RED” além das cores do nano, exclusiva) e versões de 8 ou 16GB por US$ 149 e 179. Aqui? R$ 549 e 649. Ah, mas inclui R$ 197 em impostos e taxas. O resto é… ok, deixa pra lá
E o Apple TV, hein? Já pensei em mil maneiras de ligar o Mac à TV para assistir filmes e a solução que eu havia encontrado era ou ligar um MacBook Pro antigo que está parado ou trocá-lo por um Mac mini. Até porque, pela diferença de preço entre o Apple TV antigo e o mini, achei que valeria a pena ter um ponto de internet na sala (para visitas, ler emails, youtube, etc.). Mas era só uma ideia e minha conta bancária nunca concordou com ela mesmo… Agora com esse precinho de US$ 99, vai ser difícil não trazer numa eventual viagem ao exterior. Sinceramente? Acho que ele não vem para o Brasil nem a pau oficialmente. (Nem na página da Apple Store brasileira com plaquinha de “em breve” ele está.) Os principais recursos do Apple TV são: aluguel de filmes e seriados pela iTunes Store (não disponível no Brasil); streaming do Netflix (não disponível no Brasil, mas alô alô Blockbuster! Vamos acordar?! Negoção aí procês!); streaming de conteúdo de iPods touch, iPads e iPhones via AirPlay; stream de vídeos do iTunes do seu Mac. Pensando bem, acho que ele não faz streaming daqueles filmes piratas que estão no seu computador. Mas pensando bem, logo logo alguém dá um jeito nele, e aí ele vai valer a pena (quem eu quero enganar? Mas o conceito é bom, vai…)
Por fim, o iTunes 10 mudou de ícone (perdeu o CD do fundo e manteve as notinhas musicais as duas colcheias) e teve umas mudanças estéticas na listagem de músicas. Ah, trouxe também mais uma rede social pra gente. Até porque, né gente, rede social já encheu o saco nunca é demais! Chama Ping e dá pra seguir seus amigos e artistas preferidos, com datas de shows (lá fora…), atualizar status, fazer comentários, tudo aquilo que a gente já faz no Facebook e no Twitter até cansar, né! Trouxe também o AirPlay, evolução do AirTunes, que deixa você ouvir sua música em qualquer lugar (com aparelhos compatíveis que serão lançados no futuro e que chegarão aqui pelo triplo do preço). Aluguéis de seriados a US$ 0,99 foi uma boa também. Pena que não funciona aqui no Brasil… Sincronização de iPhones e iPods melhorada. Taí algo que eu quero testar logo mais, pois acabei de baixar o iTunes 10.
Apple TV ainda não resolve meu problema, mas deu vontade de comprar o iPod nano novo. E os iPods classic? Continuam lá, sem mudança alguma… Com risco de desaparecer? Acho difícil, a não ser que o preço das memórias flash diminua e os iPod touches cheguem à mesma capacidade de armazenamento por um preço compatível. HD ainda é bem mais barato que memória flash e isso parece que vai demorar a mudar.
Mas bem que o Steve Jobs poderia ter sido camarada e lançado um iPod comemorativo dos 100 anos do meu querido Sport Clube Corinthians Paulista! Já tenho até um nome pra ele: iPod mano, 100 GB de músicas e já vem com todos os gritos de torcida e sambas-enredo da Gaviões da Fiel. Eu compraria! Vai Corinthians!
P.S.: Prometo usar menos texto riscado nos próximos posts…
Por quê?
3Foi durante a Segunda Conferência Proz aqui em São Paulo que eu vi @claudiamello e @marneves conversando sobre como muita gente ainda errava o uso de porque, por que, porquê e por quê. Eles comentaram informalmente, claro, mencionando o twitter. Pessoalmente, sempre que vou escrever qualquer um deles no twitter, uso “pq” por costume e por economizar quatro ou cinco caracteres (que fazem diferença numa mensagem mais longa). Mas decidi tomar vergonha e pesquisar a regra gramatical que rege o uso do por( )que(ê).
Por pertencerem a diversas classes gramaticais diferentes, o uso do por( )que(ê) não tinha um capítulo dedicado na gramática que eu consultei, mas era contemplado quando se falavam de advérbios ou conjunções subordinadas ou coordenadas, por exemplo. Buscando na internet encontrei algumas referências que agrupavam os porquês e resolvi simplificar aqui. Para informações mais detalhadas de cada caso, consulte minhas fontes: UOL Educação e Vem Concursos
- Porque (junto e sem acento): é uma conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa (em alguns casos pode ser usado como conjunção subordinativa final e nesse caso específico pode ser substituído por para que);
Usado em orações de explicação de causa ou para exprimir dúvida.
Ex.:
“Por que não trocou de carro? Porque não tinha dinheiro.” (Explicação dada como resposta para a pergunta.)
“Não troquei de carro porque não tinha dinheiro.” (Observe que aqui o porque explica o motivo de não ter trocado de carro.)
“Não trocou de carro porque não tinha dinheiro? Duvido.” (Nesse caso, não se questiona o motivo de não ter dinheiro, mas a relação entre os fatos, exprimindo dúvida.) - Por que (separado e sem acento): é um advérbio interrogativo;
Geralmente usado em orações interrogativas diretas ou indiretas.
Ex.:
“Por que não trocou de carro?” (Aqui há relação direta com o questionamento, diferente do segundo exemplo acima.) - Porquê (junto e com acento): é um substantivo;
Em geral precedido pelo artigo, pode ser substituído por “motivo” (outro substantivo).
Ex.:
“Não sei o porquê de João não ter trocado de carro.” (“O porquê” aqui tem o mesmo sentido de “o motivo”, “a razão”.) - Por quê (separado e com acento): é um advérbio interrogativo.
Usa-se em finais de frase e quando o advérbio é usado de forma isolada.
Ex.: Você não vai no cinema por quê?
Você vai comprar um carro novo? Por quê?
Esses casos contemplados são os mais comuns e os que são encontrados no dia-a-dia ao se escrever um texto, seja um post de blog ou um tratado científico. É útil decorar essas regrinhas e tê-las em mente. No twitter, mensagens de texto em celular, dois exemplos de ambientes em que precisão gramatical dá espaço à economia de caracteres, eu não hesito em abreviar. Mas a rapidez da internet e da comunicação contemporânea não é desculpa para não aprender a regra como ela é usada hoje.
Couscous marroquino
7Recentemente vários amigos no twitter estavam conversando sobre couscous marroquino, ideias, sugestões e receitas. Como eu aprendi uma receita excelente num curso de culinária que consegui reproduzir com facilidade posteriormente, prometi publicar a receita aqui. A receita não é minha, aprendi no curso da Letícia dona do blog Cozinha da Matilde.
Salada de couscous marroquino:
Ingredientes
- 1 xícara de couscous marroquino
- 1 xícara de caldo quente para hidratar couscous
- 1 colher de sobremesa de raspas de limão siciliano
- 1 colher de sobremesa de suco de limão siciliano
- 1/2 colher de sobremesa de pimenta dedo-de-moça fatiada sem semente
- 1/2 colher de sobremesa de gengibre picadinho
- 2 colheres de sobremesa de azeite
- 4 camarões médios sem casca
- Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de fazer
Caldo - Leve ao fogo um pouco mais de uma xícara de água, 1 pedacinho de gengibre, uma casquinha de limão (a tampinha maior do limão siciliano), um pedaço de pimenta, cascas de dois camarões e sal, desligando quando levantar fervura.
Seque os camarões com papel toalha, tempere-os com sal e pimenta do reino.
Grelhe os camarões em uma frigideira antiaderente levemente untada com azeite (1 minuto e meio de cada lado).
Hidrate o couscous com o caldo (coado). Regue com uma colher de azeite.
Deixe descansar por 5 minutos. Com a ajuda de um garfo, solte o couscous.
Em um novo recipiente, misture todos os ingredientes menos o couscous.
Incorpore o couscous misturando delicadamente e ajuste o sal e a pimenta do reino.
Pra mim, o segredo todo está no caldo para hidratar o couscous. Quando estiver preparando o caldo você notará como ele fica cheiroso! Esse odor todo é traduzido para o sabor que o couscous vai absorver, mais os temperos. A Letícia misturou um punhado de salsinha no couscous finalizado. Eu, como não sou fã de salsinha, usei cebolinha e ficou muito gostoso também. É possível fazer a mesma receita sem os camarões (mas com as cascas no caldo, para o sabor) para acompanhar uma salada verde.
As porções relacionadas são bastante generosas para uma pessoa (duas comem se não for o prato principal e sim uma entradinha). Só fico devendo para o @wcassemiro que não queria a receita, mas um jantar onde pudesse provar o quitute (folgado? Imagine!).




















