fotografia

Pai, tá chegando?

Saudades mil

Quando eu era moleque e meus pais levavam meus irmãos e eu pra passar as férias de julho com os primos na casa do vô e da vó em Orlândia, esse era o marco do “agora tá chegando, falta muito pouco” e já começava a rolar aquela ansiedade de chegar logo e comer a comida da dona Adélia (ai, aquele bolinho de chuva), brincar na rua com os primos, lavar o alpendre da casa da vó e brincar de escorregar no sabão, andar de bicicleta pela cidade toda, acordar com os primos de madrugada pra fazer brigadeiro escondido, essas coisas de moleque…

E sempre que meu pai falava “a casa da vó ficava depois do próximo morro”, era esse morro que eu esperava aparecer, porque eu sempre sabia que ele estava mentindo. Mas esse morro era bem antes da entrada da cidade e essa ponte majestosa e gigante marcava “o último morro”.

Pensando agora, poucos lugares têm tanto significado pra mim quanto esse. Era um marco que sempre exerceu um fascínio meio inexplicável e que eu só coloquei em palavras agora, mas que sempre teve um quê de “amo esse lugar”.

Essa foto faz jus ao lugar, na minha humilde opinião.

Brinquedinhos novos

Aproveitei uma promoção de black friday da toycamera e comprei dois presentinhos de natal pra mim.

O primeiro foi um flash analógico holga 12mfc. Ele cabe na Fisheye e na Diana e até agora já fiz uns testes com a Fisheye, mas ainda não revelei o filme. Ele tem uns filtros de gel pra mudar a cor do flash que possibilita boas brincadeiras. Gostei bastante.

flash novo, colorido

Comprei também uma alça pra Diana que achei bem legal. Tem as cores italianas (achei que combinasse com o nome da Diana, pela sonoridade, sei q Diana não é italiano :P) e uma camerazinha acho que de latão na ponta. Aproveitei pra trocar a alça de plástico medonha que vem com a Diana.

alça italiana pra Diana

Legal, né? Além disso comprei também um filme redscale rollei que espero testar na viagem de ano-novo. Vamos ver no que dá.

Noite fria

Há cerca de dois anos eu fui fotografar o set de filmagem de um curta-metragem chamado Noite Fria, de Felipe Adami. Nesse dia específico, seriam filmadas algumas cenas na Estação da Luz, de madrugada. Fiz umas fotos lindas, porque a estação fica iluminada à noite e tem um aspecto sombrio e saudoso, um lugar tão bonito meio esquecido no meião de São Paulo. Infelizmente tive uma pane no computador e acabei perdendo cerca de 8 mil fotos, essas estavam nesse bolo. Como nunca as havia publicado no flickr (não sabia se podia), elas se perderam. Triste, mas enfim…

Nesse dia também, o diretor do curta precisava de alguém pra fazer uma pontinha e acabou pedindo pra eu fazer. Eu não sou ator, não esperem muito, mas o curta é bem interessante, uma história triste, vale a pena assistir. E procurar o Wally no filme. 🙂

Cold Night (Noite Fria) – Short Film from Felipe Adami on Vimeo.

Schmap San Francisco Guide

Eis que outro dia recebo o seguinte flickr mail:

I am delighted to let you know that your two submitted photos have been selected for inclusion in the newly released eleventh edition of our Schmap San Francisco Guide:

Duas fotos minhas (aí embaixo) já haviam sido pré-selecionadas para inclusão em uma nova versão do guia online gratuito (é leve e dá para acessar via celular) Schmap San Francisco e a mensagem acima foi pra me informar que elas foram selecionadas em definitivo! Para ver as fotos em tamanho maior basta clicar nelas.

Leia também os artigos do guia sobre os dois lugares, San Francisco Opera House e San Francisco Japantown.

San Francisco Opera House

Japantown, San Francisco

Venda de fotos

Já houve muita gente comentando em fotos minhas no flickr sobre o interesse em adquirí-las impressas. Eu tenho muito apreço pelas minhas fotos, de algumas delas me orgulho muito e outras mais ainda. Quem me apresentou pra fotografia primeiro foi meu pai (que tirou essa aqui), com uma reflex Yashica, mas isso é história pra outro post.

O fato é que eu acho complicado colocar preço em algo que tem muito valor sentimental pra mim, mas que eu não tenho certeza se transformando isso numa estimativa monetária traria justiça pra mim como vendedor e pra um suposto comprador. Conflitos filosóficos de lado, adotei o Snapfish como meu serviço preferido pra impressão de fotos, pois consigo uma fidelidade de cor impressionante com o que vejo na minha tela e o que recebo impresso por eles. Até hoje, pelo pouco dos serviços de impressão de fotos que conheço daqui do Brasil, não há igual. Não só uso e recomendo, como será, com absoluta certeza, o serviço escolhido para o caso de esse projeto virar realidade.

Há um porém. Demora um pouco pra chegar, já que é envio internacional. Entre pedido e recebimento dá pra contar aí umas semaninhas. Vai do comprador entender que a qualidade é mais importante que a rapidez, pelo menos pra mim. Eu não imprimiria uma foto num supermercado pra mandar pra alguém. Primeiro que não faria juz à foto. Segundo que, por estar adquirindo uma obra de arte, qualidade e durabilidade são essenciais para quem compra.

Mas posso mudar de ideia. Já usei a Labtec para imprimir algumas fotos a partir de filmes e gostei bastante dos resultados, mas nunca utilizei o serviço para fotos digitais. Há de se estudar a ideia. Acho lá meio caro, pelo menos pra filme. O Snapfish, apesar de custar em dólar, não é caro, pela qualidade que entrega e por ser um serviço oferecido por uma empresa grande como a HP. Eles certamente têm desconto em bons cartuchos. 🙂

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