Mi Buenos Aires querida

Uma amiga recentemente anunciou que faria sua primeira viagem ao exterior e escolheu passar uns dias em Buenos Aires. Além disso, ela me desafiou a escrever mais um post essa semana (não atualizava o blog havia meses e só essa semana já escrevi dois posts, sendo este o terceiro). Escolhi escrever sobre Buenos Aires, até pra benefício dela, já que listo aqui as sugestões do que há para se fazer lá. Adianto que não sou nenhum especialista portenho, só fui a Buenos Aires duas vezes e me diverti em ambas, seja pela companhia que levei, seja pelos lugares que visitei. Gosto de lá certamente por Buenos Aires ser uma cidade muito boêmia. Lá também dá pra encontrar muita cerveza brasileña (a InBev comprou a Quilmes e mergulhou no mercado de lá), o que não é lá um elogio, já que a Isenbeck é muito boa e a Quilmes tem lá seu encanto, apesar de normalzinha. Mas as cervejas são de litro, o que é um alento (quando estão muito geladas). O que saber:

  • À noite, divida um táxi. É barato, mas tome cuidado: ao trocar dinheiro, tente dar o valor exato ou aproximado. Ouvi muitas histórias de gente que pegou dinheiro falso com taxista de lá;
  • Use um mapa e dê as direcciones como um nativo: eles dão o nome da rua que se quer ir e o cruzamento mais próximo, para dar idéia da altura da rua que se deseja ir. Ex: Humberto 1º y Defensa (endereço da feirinha de Santelmo);
  • Tome muita água e caminhe bastante para ver a cidade. Metrô e táxi são legais, mas tudo passa muito rápido e/ou você só verá os túneis e perderá várias cenas pitorescas da cidade.
  • Não pergunte pelo metrô, mas sim pelo Subte.
  • Saber espanhol é ideal, conversando devagar dá para tentar se entender, mas os portenhos falam muito rápido. Mesmo. Uma vez perguntei se havia água gelada num mercado (agua fria), mas a moça não me entendeu. E quando entendeu disse algo como “ah, aua fria. True story! E as ruas são calles, e Florida se pronuncia assim mesmo, não Flórida (já cometi este engano, admito).
  • Se for para un boliche (uma balada), vá (bem) tarde. Os portenhos jantam tarde (e muito bem), tiram uma pestana e depois vão para os boliches. Começam a encher lá pela 1h, 2h da manhã…

O que fazer:

  • Feirinha de antiguidades de Santelmo: Tem tudo quanto é antiguidade para todos os gostos, lojas de chapéus, shows de tango, câmeras antigas. Vale a visita, mas os preços são caros mesmo com a conversão favorável para o real. O bairro não é lá muito amigável à noite, vá cedo, almoce no Desnivel e volte.
    Endereço: Plaza Dorrego, Defensa y Humberto 1º
    Horário: das 10 às 17h
  • Casa Rosada: Ela é rosada, mas mais na frente, dos lados o rosa já se foi há tempos. Mas vale uma visita a um marco importante. De quebra já dá pra emendar uma visita ao próximo ponto da lista.
    Endereço: Yrigoyen, 219
  • Diques de Puerto Madero: dá pra ir a pé da Casa Rosada e passear por lá tanto de dia quanto à noite. Os restaurantes de lá são daqueles “pra turista ver”, além de franquias famosas. Mas há alguns cafés e bares bem charmosos.
  • Sorvete no Persicco ou no Fredo: Gente, difícil descrever. Um dos melhores sorvetes artesanais que eu já tomei na vida. Tem de tudo quanto é sabor e dá vontade de voltar lá a cada cinco minutos pra provar os outros. Existe até uma discussão daquelas intermináveis sobre qual sorveteria é a melhor, Persicco ou Freddo. Tire a prova e vá nas duas!
    Endereços (há muitos outros, mas dei só dois):
    Persicco: Jerónimo Salguero, 2591;
    Freddo: Vicente López, 2008
  • Jantar no La Vestalia: Nem sei se existe ainda, mas foi um restaurante onde eu e alguns amigos fomos tão bem tratados e comemos uma comida tão maravilhosa que marcou. Cozinha mediterrânea e parrilla.
    Endereço: Thames, 1392 (Thames y José Antonio Cabrera)
    Horário: terça a domingo, 12:00 às 16:00 e das 20:00 até fechar
  • Caminito, La Bombonera (La Boca): La Boca é o bairro onde ficam o Caminito e o estádio do Boca Juniors, La Bombonera. O Caminito é uma rua museu com casas típicas de chapas coloridas. La Bombonera fica aberto para visitas quando não há jogo marcado, mas se for o caso de parar e assistir um jogo do Boca, deve ser sensacional também! O tour pelo estádio é pago. Não recomendaria ir muito tarde, pois o bairro é perigoso. Melhor ir de manhã e seguir o passeio em outros lugares.
    Endereço:
    Caminito: Travessa da Magallanes.
    La Bombonera: Brandsen 805 (caminhe cerca de 400m pela dr. Del Valle Iberlucea se vier do Caminito)
    Horário: 10 às 18h
  • Cemitério da Recoleta: Considerado um museu por conter muitas obras de arte, é mais visitado por ter também muitas personalidades enterradas lá, dentre elas, Evita Perón.
    Endereço: Junín, 1760
    Horário: 8 às 18h
  • Show de tango no Café Tortoni: A comida é muito boa e o espetáculo de tango é muito bem feito.
    Endereço: Avenida de Mayo, 825.
  • Feria de Palermo Soho, Plaza Serrano: de dia nos fins de semana há feiras de roupas e acessórios que usam o espaço dos diversos bares e danceterias que abrem à noite. Bom pra passar o final da tarde e já emendar com a noite. As feiras durante o dia têm muitas roupas e acessórios e à noite muita gente senta nas mesinhas na rua para tomar unas cervezas.
    Endereço: Jorge Luis Borges y Honduras, Plaza Serrano
  • El Ateneo: Eu sou viciado em livrarias. Mesmo às vezes não comprando nada, gosto de ver, pegar, folhear uns livros e o ambiente do Ateneo é maravilhoso. Ela fica num teatro reformado e seu espaço interno é lindo de morrer. Foi considerada a segunda livraria mais linda do mundo pelo jornal britânico The Guardian. Vale a pena nem que seja só pra olhar uns livros e tomar um café.
    Endereço: Avenida Santa Fe, 1860
    Horário: seg a qui 9h às 22h, sex e sáb 9h às 24h, dom 12h às 22h

Onde ficar: Fui duas vezes pra lá. Numa delas, fiquei na casa de um amigo no bairro de Palermo e gostei. Na outra, fiquei em um albergue no mesmo bairro e também gostei (do bairro, o albergue era uma desgraça). Na dúvida, ficaria em Palermo. 🙂 O que NÃO fazer (em hipótese alguma, em viagem nenhuma):

  • Não sei você, mas quando eu viajo, eu quero comer a comida local, tomar a cerveja local, etc. Eu absolutamente me recuso a ir a um restaurante franqueado que possa ir no meu país a qualquer hora. Sim, estou olhando, apontando e balançando a cabeça pra você que sempre que viaja pra outro país vai comer no McDonald’s. ¬ ¬

Se estiver em dúvida sobre onde comer, há um excelente recurso para procurar restaurantes na capital argentina, o Guía Oleo.

Se a dúvida for o que visitar, consulte este Guia de viagem de Buenos Aires. Valem a visita.

Com certeza devo ter deixado algum ponto turístico, restaurante ou passeio de fora. Se você já foi a Buenos Aires e se quiser recomendar algo, os comentários estão aí.

Trinta

Faltou um post sobre os 30 anos.

É que não foi uma mudança crítica nem traumática: “pá, dia 3 de maio, agora tenho 30 anos [mundo desabando à minha volta].”

Foi a concretização de vários momentos na vida de um fulano em constante evolução e aprendizado. Um snapshot de um instante. Um momento pra parar, olhar pra dentro de si e pensar: “Taí, você se tornou um grande cara, continue assim! [tapinha nas próprias costas e um sorriso largo e satisfeito].”

Eu gosto de mim, do Felipe de hoje, desse cara que me tornei. Os anos redondos são importantes pra gente parar e dar essa geral interna, ver se tá tudo legal e tocar o resto da vida com a certeza de que se está no rumo certo, ou pelo menos engatilhado.

E pra falar, vim, vi, venci. Agora tenho 30, e daí? É igual ter 29 com um ano a mais? É! Mas mais legal, não sei por quê. É mais redondo! =)

Pai, tá chegando?

Saudades mil

Quando eu era moleque e meus pais levavam meus irmãos e eu pra passar as férias de julho com os primos na casa do vô e da vó em Orlândia, esse era o marco do “agora tá chegando, falta muito pouco” e já começava a rolar aquela ansiedade de chegar logo e comer a comida da dona Adélia (ai, aquele bolinho de chuva), brincar na rua com os primos, lavar o alpendre da casa da vó e brincar de escorregar no sabão, andar de bicicleta pela cidade toda, acordar com os primos de madrugada pra fazer brigadeiro escondido, essas coisas de moleque…

E sempre que meu pai falava “a casa da vó ficava depois do próximo morro”, era esse morro que eu esperava aparecer, porque eu sempre sabia que ele estava mentindo. Mas esse morro era bem antes da entrada da cidade e essa ponte majestosa e gigante marcava “o último morro”.

Pensando agora, poucos lugares têm tanto significado pra mim quanto esse. Era um marco que sempre exerceu um fascínio meio inexplicável e que eu só coloquei em palavras agora, mas que sempre teve um quê de “amo esse lugar”.

Essa foto faz jus ao lugar, na minha humilde opinião.

Ano novo

Pois é, o ano começou já tem mais de um mês e eu andava sem pique pra escrever aqui. Parcialmente porque estou trabalhando bastante também. Então vamos a um compacto do que aconteceu até agora…

Viagem de ano novo foi no Uruguai, com a Karen e o Edu, vulgos Karencita e Educhardo, numa vilinha de pescadores chamada Punta del Diablo, com direito a uma visita ao Cabo Polônio, reduto de leões marinhos muito bonito e fedido.

Punta del Diablo é um lugar excepcional. Sol se pondo às 21h30, cerveja boa e muito barata (apesar de nunca muito gelada), povo hospitaleiro, gente engraçada e divertida. O vento era forte demais, mas a paisagem era extasiante sempre. E a comida? Sensacional e barata (melhor combinação ever). Acho que a melhor refeição que fizemos lá (na minha humilde opinião) foi uma que tinha cebiche de peixe e camarão, isca de peixe… Foi um manjar dos deuses e custou 80 reais pra três pessoas, mais ou menos.

Na volta ainda passeamos em Santa Catarina pra ver a Michellets que foi transferida pra Itajaí, pegamos uma prainha, mas bem cansados já e seguimos voltando. Pouco mais de 4.000 km de praia, sol, festa, família alheia, amigos próprios, cerveja gelada e free shops. 😀

Depois de voltar, ainda fui pra Riviera e pra Belo Horizonte, revendo amigos antigos e conhecendo novos.

De novidade ainda tem uma nova banda no forno, um filhote quentinho (CityVille, do qual fiz a tradução junto com a Érika Lessa) e outras que devem se concretizar em breve.

O ano de 2011 tem sido bem generoso comigo até agora, ao contrário de 2010. Espero que continue assim, tô gostando bastante. 😀

Pé de meia – parte 2

Se ainda não leu, leia Pé de meia – parte 1 pra poder entender melhor.

Voltando, digamos que seu fundo caiu 4% no último mês. Se você tirar o dinheiro, você realizou esse prejuízo, ou seja, perdeu 4% do que colocou. Mas se deixar o dinheiro lá e no curso de alguns meses esse prejuízo se transformar em um lucro de 15%, melhor. Mas você só realiza esse lucro se tirar o dinheiro do fundo. O erro que muita gente comete com frequência é se assustar com um eventual mau desempenho e correr pra “salvar” o dinheiro, realizando um prejuízo que poderia ser minimizado com o tempo ou até revertido em lucro para, aí sim, ser realizado.

O que acontece é que ao investir em um fundo, o indivíduo compra uma quantidade X de cotas. O valor dessas cotas é alterado com o tempo e a essa alteração de valor é que chamamos de rendimento, que pode ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo).

Exemplo: Se com 1.000 dinheiros Fulano comprou 20 cotas, cada cota vale D$50. Se o valor das cotas no mês seguinte cai pra D$30, Fulano ainda mantém suas 20 cotas, apesar de elas valerem D$600 no total agora. E o que ele deve fazer, vender? Não, se o fundo se mostrar instável e subir num mês e cair no outro, ele deve esperar pelo menos que cada cota ultrapasse o valor de D$50 para vender e não ter prejuízo. É isso que chamam de “comprar na baixa e vender na alta”. Um investidor mais atento, Beltrano, vai correndo comprar as cotas do Fulano, que comprou a D$50 e vendeu a D$30, pra depois vender a D$45, o que pra ele vai representar um lucro de 50%. Ou seja, apesar de Fulano ter tido um prejuízo de D$400, Beltrano lucrou D$300. E as cotas ainda nem voltaram pro patamar original… A chave é tentar ser Beltrano aqui, não Fulano, o que não é nada fácil.

Nada fácil porque é dificílimo “ler” o mercado e saber quando essas flutuações vão ocorrer e quando tirar proveito delas. Tem gente que faz isso diariamente, mas se você não trabalha especificamente com isso e só quer fazer seu pé de meia, faz sentido ter uma abordagem mais conservadora e deixar a especulação pros especuladores…

Tem uma “regrinha” que pode ser utilizada pra determinar a quantidade de dinheiro investido em renda variável e renda fixa. Pega sua idade (não precisa contar pra ninguém 😉 e subtrai de 100. O resultado é a porcentagem que deve-se investir em renda variável e a sua idade a porcentagem pra investir em renda fixa. O sentido nisso é que uma pessoa mais jovem tem consequentemente mais tempo pra esperar a “virada” dos papéis de ação que uma pessoa mais velha. Mas essa regra pode ser facilmente invertida se você não gosta de correr muitos riscos ou se precisa daquele dinheiro mais à mão, pra uma eventual emergência. Não deveria ser o caso, porque dinheiro de investimento é diferente de dinheiro pra emergências, são como se fossem duas poupanças diferentes.

Como já falei um pouco da renda variável, agora é a vez da renda fixa.

Pra investir em renda fixa, há diversos fundos DI dos bancos, mas há também o Tesouro Direto (que é onde todos os bancos compram títulos da dívida pública pra fazer render aqueles fundos DI, lê a composição do fundo que você vai ver). O site do Tesouro Nacional é o melhor lugar pra se aprender a investir nisso, então vou só explicar como funciona (de novo, não sou nenhuma autoridade no assunto, longe disso, então não se baseie somente no que eu digo e estude o assunto se quiser levar isso a sério mesmo).

Os títulos do tesouro nacional são basicamente uma maneira de emprestar dinheiro para o governo federal a taxas pré ou pós definidas. Se você já ouviu falar da taxa SELIC, que é a taxa básica de juros, já conhece uma delas. Um tipo de título pré-fixado tem o índice atrelado à SELIC, ou seja, rende aquele X% de juros por ano.

As vantagens do título público são as seguintes:

– Tributação menor: ela é proporcional ao tempo que o dinheiro fica lá, quanto mais tempo, menor a mordida do IR;

– Rendimento fixo: são baixos, mas relativamente estáveis, úteis pra fazer o jogo do juro composto.

As desvantagens:

– Se tirar muito cedo, paga-se muito imposto e pode-se perder o rendimento até aquele ponto. Só vale a pena se for “esquecido” lá.

– Algumas taxas pagam menos que a poupança e estudou-se criar imposto (sim, mais um) pra diminuir essa diferença.

Há um passo-a-passo no site do Tesouro que explica direitinho como comprar e um guia do que significa cada título. Há até um curso online da bovespa, então não precisa se limitar pelo que eu escrevi!

Brinquedinhos novos

Aproveitei uma promoção de black friday da toycamera e comprei dois presentinhos de natal pra mim.

O primeiro foi um flash analógico holga 12mfc. Ele cabe na Fisheye e na Diana e até agora já fiz uns testes com a Fisheye, mas ainda não revelei o filme. Ele tem uns filtros de gel pra mudar a cor do flash que possibilita boas brincadeiras. Gostei bastante.

flash novo, colorido

Comprei também uma alça pra Diana que achei bem legal. Tem as cores italianas (achei que combinasse com o nome da Diana, pela sonoridade, sei q Diana não é italiano :P) e uma camerazinha acho que de latão na ponta. Aproveitei pra trocar a alça de plástico medonha que vem com a Diana.

alça italiana pra Diana

Legal, né? Além disso comprei também um filme redscale rollei que espero testar na viagem de ano-novo. Vamos ver no que dá.

Noite fria

Há cerca de dois anos eu fui fotografar o set de filmagem de um curta-metragem chamado Noite Fria, de Felipe Adami. Nesse dia específico, seriam filmadas algumas cenas na Estação da Luz, de madrugada. Fiz umas fotos lindas, porque a estação fica iluminada à noite e tem um aspecto sombrio e saudoso, um lugar tão bonito meio esquecido no meião de São Paulo. Infelizmente tive uma pane no computador e acabei perdendo cerca de 8 mil fotos, essas estavam nesse bolo. Como nunca as havia publicado no flickr (não sabia se podia), elas se perderam. Triste, mas enfim…

Nesse dia também, o diretor do curta precisava de alguém pra fazer uma pontinha e acabou pedindo pra eu fazer. Eu não sou ator, não esperem muito, mas o curta é bem interessante, uma história triste, vale a pena assistir. E procurar o Wally no filme. 🙂

Cold Night (Noite Fria) – Short Film from Felipe Adami on Vimeo.

Pé de meia – parte 1

Há alguns anos fiz um curso de investimentos. Queria saber como guardar dinheiro da maneira mais eficiente possível. Como sou autônomo, tenho que cuidar da minha própria aposentadoria (previdência privada), fundo de garantia (poupança) etc. Já sei de antemão que não posso depender de facilidades de que gozam trabalhadores no regime de CLT, então preciso correr atrás por conta própria (como se já não bastasse ter que cuidar de toda a burocracia de manter uma empresa).

A primeira regra de investir é saldar as dívidas. Tentar fazer um pé de meia enquanto se tem uma dívida de cartão de crédito, por exemplo, é perder (muito) dinheiro. A não ser que seu dinheiro renda mais que os juros mensais do cartão de crédito (fato quase impossível, a não ser que você seja dono de um banco brasileiro), pare de guardar e salde sua dívida.

Ok, não tenho dívidas, como invisto meu suado dinheirinho?

Não existe resposta fácil pra isso, você deve pesquisar e ler bastante sobre o assunto, além de realizar um planejamento minucioso do quanto poderá gastar nos próximos meses, por quanto tempo vai fazer isso e ter a disciplina de ver aquele dinheiro crescer e não ficar tentado em sacar tudo para ir às compras. Se quiser, dá até pra fazer um plano de previdência próprio. Como?

Com a mágica dos juros compostos. Juros compostos são a incidência de juros sobre juros, ou seja: Você colocou 1.000 num fundo que rendeu 10% no primeiro mês e agora tem 1.100. Sem colocar mais nenhum centavo e com esse rendimento maravilhoso de 10% mantido mês a mês, no segundo mês seu lucro será de 110, pois incidirá sobre os 1000 mais o rendimento de 100 do primeiro mês. E esse lucro que o fundo gera mensalmente vai se amontoando cada vez mais. No mês 12, aqueles 10% renderão a você 285 dinheiros, ou seja, quase o triplo do lucro que você gerou no primeiro mês, isso só em cima daqueles 1.000 dinheiros, sem gastar um centavo a mais.

Se ainda parece pouco, digamos que você tenha a memória muito fraca e esqueceu desse fundo por 5 anos e ele tenha mantido seu rendimento intacto. Ao final desse período, aqueles 1.000 dinheiros se transformam em mais de 300 mil. No último mês dos 5 anos, só de juros o fundo paga a você 27.680 dinheiros. Assim que funciona a mágica de transformar 1.000 em 300 mil em cinco anos. Claro que encontrar um fundo que renda 10% ao mês é mais difícil que ganhar na megasena, mas foi só pra ilustrar a ideia. Se quiser brincar com a ideia dos juros compostos ou mesmo estudar e planejar um investimento, há uma ótima calculadora de juros compostos pra isso.

Consulte seu banco e leia com atenção a tabela de rendimento dos fundos que ele oferece. Como exemplo, veja a tabela de rentabilidade dos fundos do Banco do Brasil. Há os nomes dos fundos à esquerda e o % de rentabilidade mais à direita. Observe como a rentabilidade dos fundos evoluiu, não só a rentabilidade do último mês: se um fundo rendeu 15% no último mês, mas está com rentabilidade acumulada nos últimos 36 meses de -30%, pode não ser uma boa pedida para um prazo mais longo.

Depois de estudar a tabela de rendimentos do banco e escolher alguns fundos, leia as regras do fundo. Seguindo o mesmo exemplo, veja o portfólio de fundos do BB. Se você tem R$1.000 para começar seu investimento e o fundo requer um investimento inicial de R$40.000, já não é uma opção. É importante verificar também informações como classificação de risco, taxa de administração (valor pago ao ano em %) e aplicações subsequentes (um valor mínimo para aplicações posteriores, geralmente bem menor que o investimento inicial).

Além disso, é essencial ficar de olho nas notícias, principalmente se você investe em fundos de ações (ou diretamente em ações). Um setor pode ter um desempenho ruim, mas isso nunca é surpresa. A Petrobrás já foi considerada uma empresa sólida para se investir, mas de alguns anos para cá o desempenho de suas ações tem deixado a desejar. É interessante ficar de olho nisso, mas seguindo uma regra de ouro também:

O lucro e o prejuízo só são realizados quando o dinheiro sai do investimento. Regra que eu vou explorar no próximo post, porque dá pano pra manga!

Torrent de idéias

Eu gosto de estudar. Não só idiomas por ser tradutor, mas assuntos que me desenvolvam em outras áreas também, como culinária, finanças, fotografia, música, assuntos que me desenvolvem como ser humano. Geralmente quando eu faço um curso que me interessa, fico marcado no meu círculo familiar e de amigos como uma espécie de “autoridade” no assunto. Acho engraçado e interessante que isso aconteça, pois me ajuda a manter meu interesse naquele assunto vivo e, consequentemente, me atualizo com mais frequência, justamente pra saber responder às perguntas que chegam.

Mas conto um segredo: não sou autoridade em nenhuma dessas áreas. Sou só (muito) curioso. Aconteceu com fotografia, sou consultado com frequência quando algum(a) amigo(a) quer comprar uma câmera; com finanças, fiz um curso de investimentos e sempre que alguém pensa em ganhar na megasena eu já ganho um futuro-pseudo-emprego como investidor pessoal do fulano; com culinária a mesma coisa, várias pessoas vêm me pedir dicas e eu sei cozinhar no máximo 10, 15 pratos…

A vontade de compartilhar conhecimento (e isso apareceu até no meu mapa astral) é inerente a mim e não me vejo escondendo alguma receita ou me negando a ajudar alguém que precise comprar uma câmera, por exemplo. Para as pessoas que me cercam eu quero o melhor e se eu sei (ou acho que sei, posso sempre estar errado) qual é o melhor, não vou deixar que se satisfaçam com menos. E eu nunca vou deixar de me surpreender como as pessoas têm vontade de aprender. De todos os textos que já escrevi no blog, o que menos achei que fosse ter mais audiência foi um texto que fala de gramática. Pois para minha surpresa, é o mais acessado do blog. Outros virão!

E isso, que era pra ser um texto sobre investimentos, tomou vida própria. Paro por aqui pra mandar ver no próximo texto, esse sim falando sobre como investir.

Novidades do evento musical da Apple

Juro que eu teria um violão assim

Ontem, dia 1º de setembro, aniversário do glorioso Sport Club Corinthians (acharam que eu ia deixar passar?) a Apple fez um evento para o lançamento de novos iPods, iTunes e AppleTV e a atualização 4.1 do iOS, com novidades para iPhones. Pra mim os lançamentos mais importantes foram o novo iPod nano e o AppleTV. (OK, melhor desempenho para o iPhone 3G foi uma ótima também, porque ele virou uma carroça depois do iOS 4.) O nano é um velho companheiro pois foi com ele que eu comecei a correr (junto com o nike+) e já estou no segundo; o AppleTV foi uma boa renovação. Eu já faço streaming de vídeo entre computadores para tocar filmes na TV, mas de uma maneira relativamente complicada e definitivamente nada intuitiva (se bem que pelo Mac com bonjour fica facílimo).

E o iPhone virou obeso mórbido depois dessa...

Dentre as novidades estão um iPod touch mais fino (pois é, 7,2mm!), com duas câmeras, uma frontal para o Facetime e outra traseira que filma em HD 720p e ambas fotografam; o display agora é igual ao do iPhone, o chamado Retina display; giroscópio e acelerômetro, como no iPhone; novo processador A4; GameCenter, que centraliza jogos em rede e conecta iPods e iPhones, além de estatísticas e realizações de jogos; vem com capacidades de 8, 32 e 64GB e (lá fora) sai por US$ 229, 299 e 399. Aqui? Não saiu o preço ainda, mas deve sair por uma paulada, como de costume.

Rosa, cor de burro-quando-foge, musgo, azul gasto e cinza. Blé!

O iPod shuffle voltou às origens. Segundo Jobs, as pessoas pediram os botões de volta. Compreensível. Eu sempre pensei nos iPods como produtos naturalmente intuitivos e a falta de botões deve ter deixado bastante gente confusa. Então de volta com os botões! Ele voltou para o formato quadrado, está menor, manteve o clipe, fala com você em 29 idiomas (português inclusive, o nosso e o deles) e a capacidade foi mantida em 2GB. Achei pouco, podiam ter subido para 3 ou 4GB. Vem em seis cores (feinhas) e lá fora custa US$ 49. Aqui? “Apenas” R$ 229 (sim, quase o triplo do preço).

Hell yeah! Rock it! lml

Agora vamos ao iPod nano, meu xodó pessoal. A primeira impressão que tive foi de estranhamento, confesso. É uma telinha com entrada pra fones! E com um clipe atrás! Bom, o clipe eu gostei, porque detestei todos os armbands que já tive. Braços não têm diâmetro fixo, gente! Eles contêm músculos que contraem e relaxam! Aí ou o armband aperta ou fica muito frouxo e resolver o aperto do armband no meio da corrida é algo bem sacal de se fazer e eu acabo segurando tudo na mão. Agora não, belisca o clipe, prende na manga, camiseta, short e corre pro abraço!

Ele tem tela sensível ao toque, funciona basicamente como os iPhones e iPod touches, é bem minimalista e só tem botões físicos de volume e travamento da tela. Tem relógio, música, fotos, rádio AM/FM, fitness (pedômetro e nike+) e a tela pode ser definida para qualquer orientação, basta colocar dois dedos e girar. O comercial tá bem legal, fora que a música é ótima (Short skirt, long jacket, do Cake). Vem em seis cores (tem uma versão vermelha “Product RED” além das cores do nano, exclusiva) e versões de 8 ou 16GB por US$ 149 e 179. Aqui? R$ 549 e 649. Ah, mas inclui R$ 197 em impostos e taxas. O resto é… ok, deixa pra lá 😛

A gente ainda se entende...

E o Apple TV, hein? Já pensei em mil maneiras de ligar o Mac à TV para assistir filmes e a solução que eu havia encontrado era ou ligar um MacBook Pro antigo que está parado ou trocá-lo por um Mac mini. Até porque, pela diferença de preço entre o Apple TV antigo e o mini, achei que valeria a pena ter um ponto de internet na sala (para visitas, ler emails, youtube, etc.). Mas era só uma ideia e minha conta bancária nunca concordou com ela mesmo… Agora com esse precinho de US$ 99, vai ser difícil não trazer numa eventual viagem ao exterior. Sinceramente? Acho que ele não vem para o Brasil nem a pau oficialmente. (Nem na página da Apple Store brasileira com plaquinha de “em breve” ele está.) Os principais recursos do Apple TV são: aluguel de filmes e seriados pela iTunes Store (não disponível no Brasil); streaming do Netflix (não disponível no Brasil, mas alô alô Blockbuster! Vamos acordar?! Negoção aí procês!); streaming de conteúdo de iPods touch, iPads e iPhones via AirPlay; stream de vídeos do iTunes do seu Mac. Pensando bem, acho que ele não faz streaming daqueles filmes piratas que estão no seu computador. Mas pensando bem, logo logo alguém dá um jeito nele, e aí ele vai valer a pena (quem eu quero enganar? Mas o conceito é bom, vai…)

Por fim, o iTunes 10 mudou de ícone (perdeu o CD do fundo e manteve as notinhas musicais as duas colcheias) e teve umas mudanças estéticas na listagem de músicas. Ah, trouxe também mais uma rede social pra gente. Até porque, né gente, rede social já encheu o saco nunca é demais! Chama Ping e dá pra seguir seus amigos e artistas preferidos, com datas de shows (lá fora…), atualizar status, fazer comentários, tudo aquilo que a gente já faz no Facebook e no Twitter até cansar, né! Trouxe também o AirPlay, evolução do AirTunes, que deixa você ouvir sua música em qualquer lugar (com aparelhos compatíveis que serão lançados no futuro e que chegarão aqui pelo triplo do preço). Aluguéis de seriados a US$ 0,99 foi uma boa também. Pena que não funciona aqui no Brasil… Sincronização de iPhones e iPods melhorada. Taí algo que eu quero testar logo mais, pois acabei de baixar o iTunes 10.

Apple TV ainda não resolve meu problema, mas deu vontade de comprar o iPod nano novo. E os iPods classic? Continuam lá, sem mudança alguma… Com risco de desaparecer? Acho difícil, a não ser que o preço das memórias flash diminua e os iPod touches cheguem à mesma capacidade de armazenamento por um preço compatível. HD ainda é bem mais barato que memória flash e isso parece que vai demorar a mudar.

Mas bem que o Steve Jobs poderia ter sido camarada e lançado um iPod comemorativo dos 100 anos do meu querido Sport Clube Corinthians Paulista! Já tenho até um nome pra ele: iPod mano, 100 GB de músicas e já vem com todos os gritos de torcida e sambas-enredo da Gaviões da Fiel. Eu compraria! Vai Corinthians!

P.S.: Prometo usar menos texto riscado nos próximos posts…

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