Posts tagged Cozinha

Trazendo Chicago pra casa – Deep-dish pizza

Ano passado, ao conhecer Chicago, conheci também uma pizza típica local, a chamada deep-dish pizza, que comi em Chicago e em St. Louis, na Pi. As duas são sensacionais! E como eu faço mais o estilo “eat ALL the pizzas” do que o mimimi de “pizza tem que ser tradicional”, não vou entrar no mérito e vou dar a receita. É diferente, é gostoso e vale a pena tentar fazer (não é difícil, primeira massa que eu fiz na minha vida e deu certinho). Das receitas de massa que eu procurei essa parecia ser bem parecida e os ingredientes não eram bizarros e difíceis de encontrar aqui. O resultado foi uma massa grossa, mas bem leve e crocante.

 

Chicago deep dish pizza 

Massa:

3 xícaras e 1/4 de farinha de trigo
1/2 xícara de fubá
1 colher de sopa e 1/2 de sal 
2 colheres de sopa de açúcar
1 tablete de fermento biológico
1 xícara e 1/4 de água morna
1/2 xícara de azeite

Desfaça o fermento em 1/4 de xícara de água quente e 1/4 de xícara de farinha e açúcar em um pote e deixe em um lugar à temperatura ambiente de 15 a 20 minutos, depois adicione o resto dos ingredientes, misturando bem e deixe descansar coberto por 1h30min e dobrar de tamanho. Sove até obter a textura correta e vá adicionando um pouco mais de farinha até não ficar grudenta. Divida em duas bolas e abra para fazer as pizzas (de mais ou menos 30cm de diâmetro).

A deep dish é um estilo diferente da pizza que a gente tá acostumado. Na hora de montar, use uma assadeira que tenha a borda mais alta (parecida com as da pizza hut), besunte ela toda com bastante manteiga e cubra com massa até as bordas, pra fazer um prato fundo, deixando a massa com mais ou menos 1 cm de espessura, pq ela ainda dá uma engrossadinha no forno. Depois coloque o queijo, os recheios e cubra generosamente com o molho. Asse a 200ºC (de baixo a médio) por uns 30 minutos, quando a borda dourar, retire e sirva.

Como o molho é uma das partes principais da pizza, faça um molho bem pedaçudo e bem temperado (a receita tá lá embaixo). De recheio, um que combina bastante e fica bem parecido com o sabor das de lá é usar cogumelos paris (frescos), pimentão (pimenta cambuci é mais suave e mais gostosa) e bastante queijo (usei uma mistura de queijo mussarela com prato, moídos) como base. Lá eles geralmente usam uma proteína de sabor marcante, como linguiça. Usei peito de peru, que deu uma sumida, mas ficou gostoso. Talvez com calabresa fique gostoso, queijo gorgonzola e provolone misturado com mussarela também.

Molho:

1 lata de tomate pelado (sensualizando na cozinha, pq não?)
1 dente de alho picadinho
1 cebola picada do jeito que preferir (se for fresco com cebola, faz bem picadinha, se curtir deixa maior pra dar mais textura)
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de manjerona desidratada (era a que tinha, a fresca deve ficar ótima também)
1 colher de sopa de cebolinha desidratada (idem)
1 colher de sopa de orégano
Sal e açúcar a gosto 

Refogue a cebola e o alho no azeite e coloca a lata de tomate pelado, amassando os tomates, sem triturar muito pra ficar bem pedaçudo. Adicione os temperos misturando bem e ajustando o sal. Se estiver ácido, coloque um pouco de açúcar. Essa quantidade dá pra cobrir uma pizza.

 

Obs.: A receita da massa adaptei daqui. Confesso que fiquei com medo da massa ficar mal cozida no meio, mas fazendo no forno baixo ela cozinha direitinho. A receita do molho é minha, inventei com o que tinha em casa, não se limite a ela. Nham! :9

Almoço tex-mex

Sábado último dei de presente pra uma amigona um almoço mexicano. Aqui em casa “fazer um mexicano” sempre foi uma desculpa pra tomar umas cervejas, fazer alguns pratos sem muita complicação e reunir um pessoal pra bater um papo. Depois de contar tanto sobre o curso de culinária que eu fiz e das comidinhas que estava dando conta de preparar, tive que responder à altura quando desafiado para preparar um almoço.

Procurei algumas receitas na internet, mas a maioria dos pratos eu já tinha uma noção de como fazer, como chili (sem carne), guacamole e sour cream. Mesmo assim, nas pesquisas encontrei algumas ideias interessantes que resolvi experimentar. Uma delas foi refogar o feijão do chili na gordura do bacon recém frito. Mas uma receita que me surpreendeu porque nunca havia feito e por ter ficado delicioso foi a salsa, aquele molhinho apimentado de tomate que come-se junto com todos os outros dips. Segue a receita:

Salsa picante:

Ingredientes:

2 ou 3 tomates

1/2 dente de alho

1 cebola pequena

1 punhado de salsinha (ou coentro)

1 pimenta dedo de moça (pequena e sem sementes)

suco de meio limão

azeite, pimenta do reino e sal a gosto

Preparo:

Bata tudo no processador ou liquidificador até ficar um pouco grosseiro. Pode-se separar um dos tomates para colocar picado em vez de triturar depois de tirar tudo do processador. Se preferir, coloque primeiro os temperos e triture-os até ficarem bem homogêneos, colocando o tomate só no final.

Eu usei salsinha na receita porque não gosto do sabor do coentro, mas coentro é muito usado na cozinha mexicana, aí vai da preferência de cada um. O resultado é um molho apimentado que complementa os outros dips (chili, guacamole, sour cream) e fica muito gostoso com tacos, nachos, etc.

Fico devendo as fotos porque esqueci a câmera na casa da Cé… 🙂

Solteiro na cozinha

Uma das primeiras coisas que fiz na cozinha foi uma lasanha pra uma ex-namorada. Ficou boazinha, mas lembro que os ingredientes não eram dos melhores. Depois pão de queijo de caixinha. Ficou com gosto de… pão de queijo de caixinha. Péssimo. Depois ainda fiz brownie, outras lasanhas… Mais recentemente tentei fazer pão de queijo novamente, mas com receita, direitinho. O problema é que eu morava na Bélgica e mesmo com polvilho brasileiro, o queijo de lá não é como o queijo daqui. Ficou bem duro, mas gostoso. Minha obra-prima na cozinha antes de realmente saber cozinhar foi uma feijoada, também lá na Bélgica. Gringaiada ficou maluca, curtiram bastante e acabou não sobrando nada. Fiz por exigência de um amigo mexicano que conheci lá. Interessante.

Mas agora que tenho bem mais noção de cozinha, essa mesma feijoada sairia OUTRA coisa. Fica pra uma próxima viagem, ou quem sabe faço aqui mesmo.

O que realmente vim falar foi sobre o meu post no Bistrô Pregui. Saiu! Tomara que seja tão bom de ler quanto foi de escrever. Confesso que não achei que me inspiraria pra escrever sobre comida. Afinal, comida é pra ser vista, saboreada, sentida. Mas gostei bastante do resultado. Saboreiem!

Homem na cozinha… Cuidad-hmmmmm!

Reza a lenda que eu fiz uma feijoada na Bélgica que deu o que falar pela gringaiada. No caso, quem reza a lenda sou eu mesmo e a feijoada é real. Mas minhas investidas no campo da culinária foram poucas antes e depois dessas. Até agora.

Mergulhei de cabeça num curso de culinária (que infelizmente acabou essa semana que passou) da Cozinha da Matilde. Aprendi muita coisa, mas vou deixar pra falar sobre isso num outro post logo mais. Prometi um post relacionado a isso pra Nath do Bistrô Pregui, então aguardem.

E como NÃO era de se esperar, eu ainda estou emagrecendo. Quer melhor? Então pega essa foto sensacional feita com celular, mas que dá um gostinho do naipe do que sai da cozinha. Tirando a breja, o resto fui eu que fiz. :9

Salada de couscous marroquino com camarão e folhas com molho de vinagre de framboesa

Go to Top