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Solteiro na cozinha

Uma das primeiras coisas que fiz na cozinha foi uma lasanha pra uma ex-namorada. Ficou boazinha, mas lembro que os ingredientes não eram dos melhores. Depois pão de queijo de caixinha. Ficou com gosto de… pão de queijo de caixinha. Péssimo. Depois ainda fiz brownie, outras lasanhas… Mais recentemente tentei fazer pão de queijo novamente, mas com receita, direitinho. O problema é que eu morava na Bélgica e mesmo com polvilho brasileiro, o queijo de lá não é como o queijo daqui. Ficou bem duro, mas gostoso. Minha obra-prima na cozinha antes de realmente saber cozinhar foi uma feijoada, também lá na Bélgica. Gringaiada ficou maluca, curtiram bastante e acabou não sobrando nada. Fiz por exigência de um amigo mexicano que conheci lá. Interessante.

Mas agora que tenho bem mais noção de cozinha, essa mesma feijoada sairia OUTRA coisa. Fica pra uma próxima viagem, ou quem sabe faço aqui mesmo.

O que realmente vim falar foi sobre o meu post no Bistrô Pregui. Saiu! Tomara que seja tão bom de ler quanto foi de escrever. Confesso que não achei que me inspiraria pra escrever sobre comida. Afinal, comida é pra ser vista, saboreada, sentida. Mas gostei bastante do resultado. Saboreiem!

“Então…” é o novo não

Esse é um texto que eu havia escrito no blog antigo não faz muito tempo. Espero que gostem.

O sim continua ali, firme e forte.
O não… Então… já nem tanto.
Ninguém mais diz que não pode comparecer numa festa, num evento, num happy hour, numa inauguração de sex-shop pra cegos…
Ninguém mais marca encontro tendo a certeza de que vai conseguir mesmo jantar à luz de velas com a futura nora da própria mãe. Ou passa uma cantada sem tomar uma cortada seca.
Ninguém mais honra os compromissos como antigamente se fazia:

“Bora?”
“Bora!” ou
“Não vai dar.”

Hoje todo mundo fica com os pés atrás, não sei como tanta gente ainda não deu de cara no chão. A resposta pronta é sempre um “então…” assim, com reticências. Nunca se sabe o que vem depois, mas já dá pra perceber que a pessoa, se for fazer o que foi proposto, vai meio a contragosto, meio forçada. O mesmo diálogo acima, num futuro próximo, quando o bom e velho “não” cair em desuso, vai ser assim:

“Bora lá?”
“Não.”
“Hein?”
“Então…”
“Ah…”

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