Lilica é uma beagle que minha irmã ganhou de aniversário muitos anos atrás. Eu lembro dela pequena ainda, correndo na casa que a gente morava em Santo Amaro. Ela saía correndo pelo corredor da casa, desde a cozinha e dava a volta na sala pelo encosto das poltronas e do sofá. A Lilica já subiu em cima da mesa numa ceia de natal ou fim de ano pra comer quase metade de um peru e passar mal depois. Já quase engoliu plástico que protegia o presunto porque tava com gosto. Já pegou carrapato, correu atrás de rato… Ela foi atropelada depois de escapar pra rua, quebrou o quadril em três lugares, passou maus bocados, sarou e ainda deu à luz três filhotes, duas fêmeas e um macho, que infelizmente morreu bem pequeno. Uma das filhotinhas se chama Pipa, outra fofura, que idolatrava a mãe.

Dia 3 de abril último, a Lilica, depois de muitas complicações por conta de um câncer de mama, já bem velhinha também, morreu. Eu nunca achei que fosse sentir tanto a morte de uma cachorrinha, mas senti. Aí fiz essa “pintura” aí do lado num programinha no iPhone. Não é nenhuma obra de arte, mas eu também não sou nenhum artista. Só fiz pra registrar a carinha dela e o potinho vermelho que eu nunca vou esquecer.

Seu latido desafinado e sua carinha esbranquiçada pela idade vão deixar saudades.

Beijo Lilica. Descanse em paz. :’)