Sábado passado rolou um churras com jam session pra inaugurar o cafofo do Daniley. Aproveitei pra estrear a Gibson Les Paul Special que tava tinindo (e que tem um timbre que só MEU DEUS descreve) e trocar uma idéia, tomar umas cervejas. Lá pelas tantas, sei lá eu por que, alguém comenta alguma coisa dos jogos que a gente jogava quando era moleque. Jogo de computador, tudo 2D, pixelado até, etc… E concordamos numa lista dos top 3 dos jogos clássicos mais fodásticos da galera:

  1. Full throttle;
  2. The day of the tentacle;
  3. The dig.

Daí que hoje rolaram comentários com a @valivonica sobre como era um saco ficar procurando palavras no dicionário horas a fio e eu me lembrei que foi assim que eu aprendi inglês e sem querer decidi qual seria minha profissão. Porque, veja bem, eu era um moleque de 12, 13 anos. O jogo vinha com legendas em português, mas manual, livrinho de dicas, tudo era em inglês. E eu ficava possesso de não entender o que tava acontecendo no jogo. Queria saber que cacete era x, y ou z. E lia o livrinho de dicas em inglês de cabo a rabo sem entender porra nenhuma. Aí, gênio, decidi traduzir tudo. É, tudo. Por conta própria. O livrinho era pequeno, ok, mas pra um moleque ter uma idéia dessas tem que ter muito problema sério. 😛

Isso realmente me ajudava no jogo e me empolgava e estimulava a continuar. Quando eu terminei o jogo e a tradução, cheguei pro meu pai e perguntei, cheio de esperanças, com a tradução escrita a lápis rabiscada no próprio livrinho: “Pai, você acha que dá pra vender isso praquele seu amigo que trabalha na Brasoft?” Ele, com toda a paciência do mundo e sem querer destruir o sonho daquela pobre criança responde: “Olha, Fê, não sei, mas vamos ver.” Não, óbvio que não deu.

Hoje, uns bons 17, 18 anos depois, já participei – ganhando muito bem pra isso – da tradução de StarCraft II, da Blizzard, CityVille e Empires & Allies (é novo), da Zynga, entre outros.

Que astronauta o quê! 😉

UPDATE 1:

Assiste esse videozinho do demo do Full Throttle que o Brunão postou no Facebook: